Olá, meu nome é Augusto Dias. Este é um espaço criado por mim para a publicação de textos de meus alunos, apaixonados pelo ato de escrever. Aqui reunimos desde o Ensino Fundamental ll até a Pós-Graduação. Eu acredito que se uma fala voa, um poema ecoa. Aqui eu e meus alunos registramos esse eco. Boa leitura e sejam muito bem-vindos! Um abração do A.D.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Dia desses li mais um conto do Luis Fernando Veríssimo em sala de aula. Só que dessa vez o conto não tinha final! Foi uma confusão danada. Daí nasceu a idéia que se segue. Acompanhe:
“Os quarenta”, de Luis Fernando Verissimo
Um dia você recebe pelo correio a comunicação de que foi escolhido como um dos Quarenta. Só isso. Você é um dos Quarenta. Não há outras informações. Quarenta o quê? A comunicação não diz.
Você não liga. Deve ser propaganda. Depois certamente chegará um prospecto com ofertas para você, que é um homem de gosto apurado, um homem que, afinal, pertence ao exclusivo grupo dos Quarenta etc. Talvez seja uma coleção de livros ou uma linha de artigos de toalete, a preços especiais para 40 privilegiados como você.
Mas não. Durante muito tempo você não recebe mais nada. Até esquece do assunto. E um dia recebe pelo correio um cartão bem impresso, em relevo, com seu nome seguido da frase “Um dos Quarenta” e num canto o número 26.
Como o primeiro envelope, este não tem nem o nome nem o endereço do remetente. Aí você se dá conta de que também não há carimbo do correio. O envelope foi entregue diretamente na sua porta.
Você fica intrigado. Pergunta a amigos se eles sabem alguma coisa sobre os Quarenta.
- Quarenta o quê?
Você não sabe. Só sabe que é um deles. Ninguém jamais ouviu falar nos Quarenta. Ninguém das suas relações recebeu nada parecido. Você começa a fazer fantasias. Pertence a uma elite, mesmo que não saiba qual. As 40 pessoas mais… o quê? Não importa. Você é um dos 40 mais alguma coisa do Brasil. Ou será do mundo? Há algo que o distingue do resto da humanidade. Por quê, você não sabe. Quem o escolheu? Também não sabe. Mas não deixa de ser uma sensação boa se sentir um dos Quarenta. Nem todo mundo pode ser um dos Quarenta. Só 40.
Você começa a usar seu cartão dos Quarenta na carteira. Quem sabe? Um dia ele pode servir para alguma coisa.
- Você sabe com quem está falando? Sou um dos Quarenta.
Passam-se meses e chega outra informação. Haverá uma reunião dos Quarenta! Você deve aguardar informações sobre local, data, transporte, acomodações…
Sua curiosidade aumenta. Você finalmente vai conhecer a misteriosa irmandade à qual pertence. Quem serão os outros 39?
Mas as informações não chegam. Chega, um dia, um telegrama. Também sem nome ou endereço de remetente. O telegrama diz:
“NÃO VAH REUNIÃO QUARENTA PT EH ARMADILHA”.
É brincadeira. Agora você sabe que é brincadeira. Mas que brincadeira boba e cara, com telegramas, cartões em relevo…
No dia seguinte, toca o telefone. É noite, você está sozinho em casa, e toca o telefone. Você atende.
É uma voz engasgada. A voz de um homem agonizante.
- Fuja… – diz a voz, com muito esforço.
- O quê?
- Fuja! Eles estão nos eliminando, um a um…
- Que-quem são eles?
- Não interessa. Fuja enquanto é tempo!
- Mas eu…
- Não perca tempo! Eles me pegaram. Estou liquidado.
- Quem é você?
- O número 25…
Há um silêncio. Depois você ouve pelo fone o ruído borbulhante que faz o sangue quando sobe pela garganta de alguém. Você precisa saber uma coisa. Você grita:
- Quem somos nós?
Mas agora o silêncio do outro lado é completo.
E então você vê que estão tentando forçar a sua porta.
----------------------------------------------------------------
Concurso:
O melhor final para o conto “OS QUARENTA”, de Luis Fernando Veríssimo.
Deixe seu voto através de um comentário. O final mais votado pelos leitores do VERSO LESTO será o ganhador do brinde da Editora Moderna, nossa parceira nesta promoção. O prêmio / livro será entregue na volta às aulas, em 02 de agosto. Até lá!
OS CONCORRENTES SÃO:
MATHEUS ALI (8° ANO)
Seu coração dispara e você fica sem ar. Você pensa: eu sou o nº 26! Suas pernas ficam bambas e você não tem coragem de verificar a porta. Tudo é silêncio. Você fica confuso. E pensa: será que estou ouvindo coisas? Você ouve ruídos de madeira rangendo e, de repente, a porta abre-se violentamente. A turma grita:
--- FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dadas as devidas explicações, você fica sabendo que se trata de um trote de seus amigos, que viram nessa brincadeira cheia de mistérios a melhor maneira de comemorar seu aniversário de 26 anos.
Agora, diga-me: o que você faria com esses amigos malas-sem-alça?
Essa é para você continuar...
--------------------------------------------------------------------
PEDRO CARVALHO NASCIMENTO (8° ANO)
A porta continua a ser forçada pelo lado de fora e então você fica com sua adrenalina alta. O coração começa a bater mais forte, sua respiração fica ofegante, logo o barulho que vinha da porta para.
Você procura sua arma e se esconde. Neste instante, pula uma pessoa por atrás de você e tampa sua boca com um pano úmido e você desmaia.
No dia seguinte, acorda num barraco desabando e começa pensar no que aconteceu. “Onde eu estou?”, “Que lugar é esse?”. Então, surge uma pessoa e você pergunta:
- Onde eu estou?
O homem desconhecido não fala nada.Então, você continua a se perguntar o que aconteceu. Você acha um buraco e começa a planejar uma fuga. Quando chega a noite você executa o seu plano e quando está preste a fugir, uma pessoa coloca a mão no seu pé e começa a puxá-lo. Você vê o lugar em que estava e percebe como estava lotado de pessoas, como se estivessem se preparando para uma reunião. Você pergunta:
-Quem são vocês?
Então um homem de aparência mais velha responde:
-Somos “Os Quarenta”, uma sociedade que até então era secreta e na qual você acabou de entrar. Seu avô era o nosso líder.
Você pergunta:
-Somos uma sociedade de quê?
E de novo o homem velho responde:
- Você acabou de entrar e tem muito a aprender...
________________________________________________________________________
MATHEUS RIBEIRO FERNANDES DE LEMOS (8° ANO):
Você fica assustado com alguém forçando a porta e vai ver, pelo olho mágico, quem é. É uma mulher com cabelos pretos e lisos, de pele pálida. Você tem a impressão que a conhece e abre a porta.
Quando atende, tem a certeza de quem ela é. É Lúcia, sua amiga, e ela parece triste. Você diz:
-Lúcia, você me assustou!O que aconteceu?Parece triste. Pode entrar.
Ela entra e fala:
-Precisamos conversar. O Vitor foi sequestrado, e tem mais...
-Como assim?
Ela continua:
-Você pertence a um clã chamado Raran. Eles querem que você volte e more com eles. Eles sequestraram o Vitor, porque eles sabem que vocês são amigos.
Você fala:
-Então, aquele homem que ligou era o Vitor. Vampiros são organizados em clãs?
-Alguns pertencem a um clã e outros não. Você está sendo perseguido. Se você não aceitar ser um deles, eles irão matar você.
Você fala:
-Eu não me lembro qual vampiro ou vampira me transformou. Quando eu percebi que tinha mudado, eu não fiz idéia de como aquilo aconteceu.
De repente, Lúcia dá um soco no seu rosto, você se desequilibra e cai. Lúcia grita:
-Podem aparecer!
A porta da cozinha abre e quatro pessoas entram. Você se levanta. Lúcia o empurra e você cai. Depois se levanta e fala:
-Eu não quero nada com vocês.
Lúcia lhe dá um soco na barriga e um chute nas pernas. Um homem careca aperta o seu pescoço. A mulher com cabelos castanhos fala:
-Fui eu que te transformei. Você morava em uma fazenda com sua esposa. Nós atacamos a sua fazenda. Matamos você e sua esposa. Nós espancamos você. Lúcia é sua esposa. ”Os quarenta” era uma armadilha.
Você dá um chute na perna do homem que aperta o seu pescoço e sai correndo. Acende uns fósforos e joga no chão. Acende o isqueiro e bota fogo nas cortinas. Pega o querosene e o álcool e derrama no fogo. Pega as chaves do seu carro e vai embora. Lúcia para na frente do seu carro e fala que te ama. Vocês vão embora, enquanto os três vampiros e a vampira viram cinzas.
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Para quem quiser assistir a um curta-metragem baseado neste conto, eis o link:
http://www.youtube.com/watch?v=cfefjqVgJTM
“Os quarenta”, de Luis Fernando Verissimo
Um dia você recebe pelo correio a comunicação de que foi escolhido como um dos Quarenta. Só isso. Você é um dos Quarenta. Não há outras informações. Quarenta o quê? A comunicação não diz.
Você não liga. Deve ser propaganda. Depois certamente chegará um prospecto com ofertas para você, que é um homem de gosto apurado, um homem que, afinal, pertence ao exclusivo grupo dos Quarenta etc. Talvez seja uma coleção de livros ou uma linha de artigos de toalete, a preços especiais para 40 privilegiados como você.
Mas não. Durante muito tempo você não recebe mais nada. Até esquece do assunto. E um dia recebe pelo correio um cartão bem impresso, em relevo, com seu nome seguido da frase “Um dos Quarenta” e num canto o número 26.
Como o primeiro envelope, este não tem nem o nome nem o endereço do remetente. Aí você se dá conta de que também não há carimbo do correio. O envelope foi entregue diretamente na sua porta.
Você fica intrigado. Pergunta a amigos se eles sabem alguma coisa sobre os Quarenta.
- Quarenta o quê?
Você não sabe. Só sabe que é um deles. Ninguém jamais ouviu falar nos Quarenta. Ninguém das suas relações recebeu nada parecido. Você começa a fazer fantasias. Pertence a uma elite, mesmo que não saiba qual. As 40 pessoas mais… o quê? Não importa. Você é um dos 40 mais alguma coisa do Brasil. Ou será do mundo? Há algo que o distingue do resto da humanidade. Por quê, você não sabe. Quem o escolheu? Também não sabe. Mas não deixa de ser uma sensação boa se sentir um dos Quarenta. Nem todo mundo pode ser um dos Quarenta. Só 40.
Você começa a usar seu cartão dos Quarenta na carteira. Quem sabe? Um dia ele pode servir para alguma coisa.
- Você sabe com quem está falando? Sou um dos Quarenta.
Passam-se meses e chega outra informação. Haverá uma reunião dos Quarenta! Você deve aguardar informações sobre local, data, transporte, acomodações…
Sua curiosidade aumenta. Você finalmente vai conhecer a misteriosa irmandade à qual pertence. Quem serão os outros 39?
Mas as informações não chegam. Chega, um dia, um telegrama. Também sem nome ou endereço de remetente. O telegrama diz:
“NÃO VAH REUNIÃO QUARENTA PT EH ARMADILHA”.
É brincadeira. Agora você sabe que é brincadeira. Mas que brincadeira boba e cara, com telegramas, cartões em relevo…
No dia seguinte, toca o telefone. É noite, você está sozinho em casa, e toca o telefone. Você atende.
É uma voz engasgada. A voz de um homem agonizante.
- Fuja… – diz a voz, com muito esforço.
- O quê?
- Fuja! Eles estão nos eliminando, um a um…
- Que-quem são eles?
- Não interessa. Fuja enquanto é tempo!
- Mas eu…
- Não perca tempo! Eles me pegaram. Estou liquidado.
- Quem é você?
- O número 25…
Há um silêncio. Depois você ouve pelo fone o ruído borbulhante que faz o sangue quando sobe pela garganta de alguém. Você precisa saber uma coisa. Você grita:
- Quem somos nós?
Mas agora o silêncio do outro lado é completo.
E então você vê que estão tentando forçar a sua porta.
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Concurso:
O melhor final para o conto “OS QUARENTA”, de Luis Fernando Veríssimo.
Deixe seu voto através de um comentário. O final mais votado pelos leitores do VERSO LESTO será o ganhador do brinde da Editora Moderna, nossa parceira nesta promoção. O prêmio / livro será entregue na volta às aulas, em 02 de agosto. Até lá!
OS CONCORRENTES SÃO:
MATHEUS ALI (8° ANO)
Seu coração dispara e você fica sem ar. Você pensa: eu sou o nº 26! Suas pernas ficam bambas e você não tem coragem de verificar a porta. Tudo é silêncio. Você fica confuso. E pensa: será que estou ouvindo coisas? Você ouve ruídos de madeira rangendo e, de repente, a porta abre-se violentamente. A turma grita:
--- FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dadas as devidas explicações, você fica sabendo que se trata de um trote de seus amigos, que viram nessa brincadeira cheia de mistérios a melhor maneira de comemorar seu aniversário de 26 anos.
Agora, diga-me: o que você faria com esses amigos malas-sem-alça?
Essa é para você continuar...
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PEDRO CARVALHO NASCIMENTO (8° ANO)
A porta continua a ser forçada pelo lado de fora e então você fica com sua adrenalina alta. O coração começa a bater mais forte, sua respiração fica ofegante, logo o barulho que vinha da porta para.
Você procura sua arma e se esconde. Neste instante, pula uma pessoa por atrás de você e tampa sua boca com um pano úmido e você desmaia.
No dia seguinte, acorda num barraco desabando e começa pensar no que aconteceu. “Onde eu estou?”, “Que lugar é esse?”. Então, surge uma pessoa e você pergunta:
- Onde eu estou?
O homem desconhecido não fala nada.Então, você continua a se perguntar o que aconteceu. Você acha um buraco e começa a planejar uma fuga. Quando chega a noite você executa o seu plano e quando está preste a fugir, uma pessoa coloca a mão no seu pé e começa a puxá-lo. Você vê o lugar em que estava e percebe como estava lotado de pessoas, como se estivessem se preparando para uma reunião. Você pergunta:
-Quem são vocês?
Então um homem de aparência mais velha responde:
-Somos “Os Quarenta”, uma sociedade que até então era secreta e na qual você acabou de entrar. Seu avô era o nosso líder.
Você pergunta:
-Somos uma sociedade de quê?
E de novo o homem velho responde:
- Você acabou de entrar e tem muito a aprender...
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MATHEUS RIBEIRO FERNANDES DE LEMOS (8° ANO):
Você fica assustado com alguém forçando a porta e vai ver, pelo olho mágico, quem é. É uma mulher com cabelos pretos e lisos, de pele pálida. Você tem a impressão que a conhece e abre a porta.
Quando atende, tem a certeza de quem ela é. É Lúcia, sua amiga, e ela parece triste. Você diz:
-Lúcia, você me assustou!O que aconteceu?Parece triste. Pode entrar.
Ela entra e fala:
-Precisamos conversar. O Vitor foi sequestrado, e tem mais...
-Como assim?
Ela continua:
-Você pertence a um clã chamado Raran. Eles querem que você volte e more com eles. Eles sequestraram o Vitor, porque eles sabem que vocês são amigos.
Você fala:
-Então, aquele homem que ligou era o Vitor. Vampiros são organizados em clãs?
-Alguns pertencem a um clã e outros não. Você está sendo perseguido. Se você não aceitar ser um deles, eles irão matar você.
Você fala:
-Eu não me lembro qual vampiro ou vampira me transformou. Quando eu percebi que tinha mudado, eu não fiz idéia de como aquilo aconteceu.
De repente, Lúcia dá um soco no seu rosto, você se desequilibra e cai. Lúcia grita:
-Podem aparecer!
A porta da cozinha abre e quatro pessoas entram. Você se levanta. Lúcia o empurra e você cai. Depois se levanta e fala:
-Eu não quero nada com vocês.
Lúcia lhe dá um soco na barriga e um chute nas pernas. Um homem careca aperta o seu pescoço. A mulher com cabelos castanhos fala:
-Fui eu que te transformei. Você morava em uma fazenda com sua esposa. Nós atacamos a sua fazenda. Matamos você e sua esposa. Nós espancamos você. Lúcia é sua esposa. ”Os quarenta” era uma armadilha.
Você dá um chute na perna do homem que aperta o seu pescoço e sai correndo. Acende uns fósforos e joga no chão. Acende o isqueiro e bota fogo nas cortinas. Pega o querosene e o álcool e derrama no fogo. Pega as chaves do seu carro e vai embora. Lúcia para na frente do seu carro e fala que te ama. Vocês vão embora, enquanto os três vampiros e a vampira viram cinzas.
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Para quem quiser assistir a um curta-metragem baseado neste conto, eis o link:
http://www.youtube.com/watch?v=cfefjqVgJTM
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Meu mundo, meu planeta
Um mundo meu, que podia ser de todos
Mundo com vida, natureza e cultura
Mundo de esperança, felicidade, imaginação
Mundo que não tem guerra,violência, poluição
Mundo que tem amizade, coragem e determinação
Infelizmente, o mundo em que vivo não é assim
Tem tanta tecnologia, mas não tem organização
Um mundo de lixo, pobreza, poluição
Mundo que tem fome, desrespeito, destruição
Mundo egoísta, preconceituoso, ganancioso
Mundo em que não há respeito com o cidadão
Eu quero um mundo diferente
Com sonhos, idéias, união
Um mundo em que possamos crescer, florescer, frutificar
Um mundo de mudanças, força, capacidade
Um mundo que tenha alimento, cultura, aprendizado
Um mundo ecológico, que possamos preservar
Um mundo de idéias, de responsabilidade e de consciência
Para que possamos ter um planeta de bons valores
Com muita solidariedade, criatividade e saber
Eu tenho fé que nosso planeta vai mudar para melhor
Será o planeta de transformação
O planeta do otimismo
O planeta da honestidade
Rafaela Prado Siqueira
Aluna do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Um mundo meu, que podia ser de todos
Mundo com vida, natureza e cultura
Mundo de esperança, felicidade, imaginação
Mundo que não tem guerra,violência, poluição
Mundo que tem amizade, coragem e determinação
Infelizmente, o mundo em que vivo não é assim
Tem tanta tecnologia, mas não tem organização
Um mundo de lixo, pobreza, poluição
Mundo que tem fome, desrespeito, destruição
Mundo egoísta, preconceituoso, ganancioso
Mundo em que não há respeito com o cidadão
Eu quero um mundo diferente
Com sonhos, idéias, união
Um mundo em que possamos crescer, florescer, frutificar
Um mundo de mudanças, força, capacidade
Um mundo que tenha alimento, cultura, aprendizado
Um mundo ecológico, que possamos preservar
Um mundo de idéias, de responsabilidade e de consciência
Para que possamos ter um planeta de bons valores
Com muita solidariedade, criatividade e saber
Eu tenho fé que nosso planeta vai mudar para melhor
Será o planeta de transformação
O planeta do otimismo
O planeta da honestidade
Rafaela Prado Siqueira
Aluna do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Estava sentado no banco de um ônibus. Sentia-se só. Ouvia atentamente a música, como se fosse à única coisa que importasse naquele momento. Olhava a paisagem pela janela, sem perceber direito o que se passava lá fora. O mundo quase não o importava. Concentrava-se apenas no que pensava e no que conversava com o coração. Estava com fisionomia tristonha e desesperada. Fazia um apelo. O seu íntimo estava abalado. Dos seus olhos quase caía uma lágrima. Prendia o choro para ninguém perceber seu momento de agonia. Precisava de um abraço sincero.
Desabafava com Deus sobre o que o deixava inquieto. Não agüentava mais ser apenas suportado por outros, se sentia um fardo para as pessoas. Não sabia em quem confiar. Queria alguém que o amasse, não o tratasse com falsidade ou deboche. Ele se sentia diferente de todos. Não era bom para nada. Ninguém gostava dele pelo que era ou pelo que fazia. Sentia falta dos tempos da infância, dos amigos esquecidos pelo tempo, com os quais quase não tinha mais contato. Esses sim, ele podia confiar para o que desse e viesse. Eram as amizades eternas, aquelas do tipo que nem as águas podem apagar, nem o fogo queimar ou a mente esquecer. Agora ele chorava por esses amigos. Perguntava-se se eles estavam se sentindo como ele: sozinho em meio a multidão, sem um ombro de um amigo verdadeiro para se apoiar e desabafar. Ainda bem que ele tinha Deus. Nesse, sim, ele podia confiar.
A música foi um instrumento valioso naquela hora. O ajudou a se recuperar e olhar para frente novamente. O mundo não iria acabar naquele momento. A música, como sempre, é algo reanimador. O homem saiu dali mais forte. Percebeu que a vida é complicada e que um dia tudo aquilo acabaria e ele poderia descansar em paz. Paz, vida, descanso. O homem reflete. Paz só se alcança na morte? Em algum momento da vida não enfrentamos problemas? O homem só descansa no fim de seu trajeto na Terra? Aquele homem desceu do ônibus. E quando atravessava a estrada para ir para sua casa sofreu um acidente. Ferido e caído no chão pensava se chegara a sua hora. Se ele saberia o que é paz. Mas ouviu uma voz suave em seu ouvido que dizia: “Meu amor, não vou te deixar, lembre-se que sua família o ama, confie em mim”. Naquela hora ele encontrou a paz e pôde descansar. Sobreviveu nos braços de sua família. Encontrou um amor verdadeiro e eterno.
Harife
Aluno do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Desabafava com Deus sobre o que o deixava inquieto. Não agüentava mais ser apenas suportado por outros, se sentia um fardo para as pessoas. Não sabia em quem confiar. Queria alguém que o amasse, não o tratasse com falsidade ou deboche. Ele se sentia diferente de todos. Não era bom para nada. Ninguém gostava dele pelo que era ou pelo que fazia. Sentia falta dos tempos da infância, dos amigos esquecidos pelo tempo, com os quais quase não tinha mais contato. Esses sim, ele podia confiar para o que desse e viesse. Eram as amizades eternas, aquelas do tipo que nem as águas podem apagar, nem o fogo queimar ou a mente esquecer. Agora ele chorava por esses amigos. Perguntava-se se eles estavam se sentindo como ele: sozinho em meio a multidão, sem um ombro de um amigo verdadeiro para se apoiar e desabafar. Ainda bem que ele tinha Deus. Nesse, sim, ele podia confiar.
A música foi um instrumento valioso naquela hora. O ajudou a se recuperar e olhar para frente novamente. O mundo não iria acabar naquele momento. A música, como sempre, é algo reanimador. O homem saiu dali mais forte. Percebeu que a vida é complicada e que um dia tudo aquilo acabaria e ele poderia descansar em paz. Paz, vida, descanso. O homem reflete. Paz só se alcança na morte? Em algum momento da vida não enfrentamos problemas? O homem só descansa no fim de seu trajeto na Terra? Aquele homem desceu do ônibus. E quando atravessava a estrada para ir para sua casa sofreu um acidente. Ferido e caído no chão pensava se chegara a sua hora. Se ele saberia o que é paz. Mas ouviu uma voz suave em seu ouvido que dizia: “Meu amor, não vou te deixar, lembre-se que sua família o ama, confie em mim”. Naquela hora ele encontrou a paz e pôde descansar. Sobreviveu nos braços de sua família. Encontrou um amor verdadeiro e eterno.
Harife
Aluno do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
domingo, 4 de julho de 2010
Para começar muito bem este domingo de inverno...

O Caminho da Vida
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
Charles Spencer Chaplin
(Um dos maiores comediantes do cinema,cineasta e ator inglês, nasceu em 6 de abril de 1889 e faleceu em 25 de dezembro de 1977)
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