
UM ETERNO POEMA
Se meus poemas forem ouvidos
Daqui a 700 anos
Mostrarão ainda comovidos
Todos os meus secretos planos?
Como a sombra da lua
Invadindo a sarjeta
Terei uma crítica crua
E cumprirei minha vendetta?
As palavras fixas,
Embebidas no formol,
Serão notas musicais prolixas
Neste longo si bemol.
A humanidade perdida num instante,
Séculos maculando os ideais
Eu querendo ser Cervantes
Sendo apenas um, de tantos iguais.
Minha voz articulada no futuro
É emblemática possibilidade
De iluminar meu coração tão obscuro
Em outra possível realidade.
Daqui a 700 anos
Não fará qualquer diferença
Se meus poemas serão insanos
Ou algum tipo de doença.
Minhas idéias
Os habitantes do futuro
Só quererão revolvê-las,
Resolvê-las,
Entendê-las,
Devolvê-las
E, como Dante, ou Virgílio
Meu coração num estribilho
Guardará questões sem dissolvê-las
Como num “amor
Que move o sol e as estrelas.”
(AUGUSTO DIAS)
Professor eu achei o inderesso do blog
ResponderExcluirrs
ameei
amanhã eu entrego aquele trabalho sem falta
abraço.
Larissa Santana do 7 ano