Em seus peitos
Adormecem sonhos e silêncios.
À seu modo, do seu jeito
Dias melhores anunciam
Amores insuspeitos
Entre suspiros plenos.
Evoé
Para todo aquele que vier
Trazendo poemas esparramados no olhar.
Dizer o poema é tarefa mista,
Ao mesmo tempo sagrada e profana
É quase uma coisa mística,
Para uns, normal
Para outros, insana...
Ouvi-los não é para qualquer um,
Embora quaisquer uns de seus poemas possam tocar-nos...
Com lirismo no pensamento
O mensageiro da poesia
Cruza a noite nessa estranha missão:
Faz dela seu testamento
E, deste, sua profissão.
Saúdo aos que escrevem, lêem, dizem poemas.
Abram alas
Para esses poetas mestres-salas,
Eles dançam dentro do compasso
E avisam:
“Façam como eu digo,
Mas também façam como eu faço”.
Ave àqueles que escrevem seus primeiros poemas
E o mostram ao mundo
Pois, ao fazê-lo,
Abrem uma porta que guarda toda sensibilidade
Dessa literária habilidade de ser fecundo.
Aleluia aos que lêem pelo menos um poema por semana,
Em qualquer língua, qualquer idioma,
Pois neles
Refaz-se a esperança do poema e sua trama.
Ode àqueles que dizem poesia,
Eles trazem a luz que reduz
E expulsa os problemas;
Seu fôlego há de ser abençoado
E seu caminho eternamente traçado
Pelos mais lindos poemas.
Que sejam bem vindos
(Tão lindos!)
Os que trazem poemas...
Augusto Dias
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