quinta-feira, 4 de novembro de 2010




UM ETERNO POEMA



Se meus poemas forem ouvidos
Daqui a 700 anos
Mostrarão ainda comovidos
Todos os meus secretos planos?
Como a sombra da lua
Invadindo a sarjeta
Terei uma crítica crua
E cumprirei minha vendetta?
As palavras fixas,
Embebidas no formol,
Serão notas musicais prolixas
Neste longo si bemol.
A humanidade perdida num instante,
Séculos maculando os ideais
Eu querendo ser Cervantes
Sendo apenas um, de tantos iguais.
Minha voz articulada no futuro
É emblemática possibilidade
De iluminar meu coração tão obscuro
Em outra possível realidade.
Daqui a 700 anos
Não fará qualquer diferença
Se meus poemas serão insanos
Ou algum tipo de doença.
Minhas idéias
Os habitantes do futuro
Só quererão revolvê-las,
Resolvê-las,
Entendê-las,
Devolvê-las
E, como Dante, ou Virgílio
Meu coração num estribilho
Guardará questões sem dissolvê-las
Como num “amor
Que move o sol e as estrelas.”


(AUGUSTO DIAS)
Ilusão

Olho através de suas imagens
E me imagino nos lugares
E com a convivência
Com essas pessoas
Sonho com algo impossível
Tenho esperança
Baseada em nada

Dou um passo à frente
Mas estou de costas

Prendo-me a essa agonia
Meus olhos grandes não captam a realidade
Vivo na ilusão dos pensamentos
Dentro de mim.
A ansiedade de não chegar ao ponto certo
Me enlouquece a cada dia

Quando tento acender a luz
Ela se apaga
Quando tento esquecê–los
Eles me perturbam mais ainda
Malditos pensamentos!

Me deparar com essa situação
É crer na falta de existência

Olhar no horizonte do vale
E atravessá-lo em minha mente
É sofrer voando nos braços da felicidade


Luisa Harduim
Impossível

Nem nos mais profundos sonhos
Nem nos mais puros versos
É possível encontrar,
Submersas por ações,
Palavras reluzentes
Ferventes pelo arrepio do corpo
Pelo assovio do moço
Nem nos mais escuros poços
Nem nas mais perigosas florestas
É possível declamar
Impulsionar
Citar
Descrever
Crer
Acontecer
O fato de falar
O que queremos ouvir
Ou devemos sentir

Luisa Harduim
A REALIDADE DO MUNDO


Quem sabe uma vida normal
De um mundo banal,
com coisas de uma pessoa atarefada
sem tempo de respirar ou curtir uma manhã de sol agradável,
caminhando numa praia deserta com as pessoas que mais a fazem feliz!

Por que não um mundo normal?
Para uma vida banal,
poder ir além de um cotidiano anormal
que já virou comum no meio de uma sociedade agitada
que já não se preocupa mas com nada.

Por que não uma vida tranqüila?
onde as pessoas possam trabalhar, brincar e aproveitar o viver
sem ter medo do mundo ,
aquele medo que nos faz prisioneiros de nossa casa e do nossos mundinhos.
Do mundinho que tentamos criar para proteger nossos filhos,
mas com tais atitudes
acabamos esquecendo das outras pessoas.
De pessoas inocentes
que acabam morrendo em meio à pobreza e à desigualdade,
pois no mundo de hoje é difícil acreditar em alguém,
então passamos a desconfiar de tudo e de todos a nossa volta.

Um mundo em que não podemos acreditar nem nos policiais
pois a maioria deles é corrupto ou tem algum pacto com os bandidos.
Não podemos acreditar nos nossos governadores e nos nossos políticos
pois muitos estão ai colocando dinheiro nas meias e nas cuecas,
mas não é qualquer dinheiro: é nosso dinheiro.
Dinheiro que trabalhamos duro para conseguir
e temos que entregar ao governo por meio de impostos absurdos
que deveriam ser para melhorar o lugar onde vivemos,
mas não é assim, né?

Quem sabe um dia
possamos ter um mundo mais justo,
com menos mentiras e mais igualdades sociais e econômicas.

Se você acha isto uma coisa absurda
não se assuste,
pois esta é a mais pura realidade que tentamos esconder.

Todos queremos fantasiar a realidade do mundo em que vivemos,
pois muitos têm medo de lutar contra as coisas erradas que vemos por aí.

Outras pessoas não conseguem identificar isso,
pois não sabem ler ou escrever.
Muitas destas pessoas não têm a oportunidade de melhorar, de aprender.

Sabe por que?

Para o governo é mais fácil lidar com pessoas que não entendem as coisas que se passam.

Então, vamos mudar isso,
eu quero um mundo melhor pra você e pra mim,
quero um mundo de oportunidade,
um mundo de estudo,
um mundo de melhoras,
mundo de igualdade.

Quem sabe eu não consigo um mundo melhor?


Rafaela Prado Siqueira - 13 anos.
Um sonho



Tenho um sonho

Um sonho de ser alguém

Mas não qualquer alguém

Quero ser o alguém que cuida e que cura

Quero curar os pequemos e os frágeis

Desde seus primeiros segundos de vida

Quero cuidar destas crianças maravilhosas

Que, como são crianças,

Vivem expostas a vários perigos

A vários vírus que vivem circulando neste ar

Quero me formar, ser uma grande pediatra

Grande não de tamanho

Mas, sim, de capacidade, de coragem, de determinação em ajudar ao próximo

Quero salvar vidas e alegrar famílias


Rafaela Prado Siqueira – 13anos
O mundo pelos olhos de uma criança



Olhos infantis e atentos

Olhos puros e animados com tudo ao seu redor

Pois tudo é novo, tudo importa

São olhos encantadores

De uma mente nova

Uma mente de fantasias

Que acredita em fadas,

No coelhinho da páscoa,

No Saci-Pererê,

Nas bruxas das histórias encantadas,

Na vida de princesa,

Num príncipe encantado e

Num final feliz.

Olhos que se transformam ao passar do tempo

Vão mudando com a maturidade e o jeito de pensar

Vão vendo que as fantasias acabam

Mas as lembranças sempre continuam

Para aqueles que ainda se permitem,

Em algum momento, em brincar e ser feliz

De uma maneira fácil e infantil

Somente para relembrar os velhos tempos

Se achar maluco, pelo menos uma vez

Dançar e pular loucamente

Sem querer saber o que os outros vão achar de você

Fazer amigos com facilidade

E acreditar naquela pessoa desde o momento em que você a vê

Isso é ser criança de verdade



Rafaela Prado Siqueira – 13anos
O encantar de uma valsa



Um príncipe, uma princesa

Uma conquista num apresentar

Os olhares que se cruzam para representar

Um amor que nasce

Entre os passos de uma dança

De uma alma leve e sonhadora

Que, com suavidade, desliza pelo salão

Encantando a tudo e a todos ao seu redor

Num bailar explêndido

Com passos e rodopios

Um sorriso puro

De quem realmente entende

A sensualidade da dança

E o charme de uma dama

Que sabe valsar conforme a música

Valsar elegante e delicadamente

Pelo salão e pela vida

Com a ajuda do coração

Rafaela Prado Siqueira – 13anos
Sem titulo



Dizem que a curiosidade matou o gato

Então decidi te falar

Não quero que você morra

Então procurei uma música para te explicar

Pois com palavras não consigo te revelar

O que sinto de verdade é difícil te falar

O que irias dizer ?

O que irias pensar ?

Talvez eu saiba, mas não quero acreditar

Então é melhor que saibas e talvez venha me procurar



Rafaela Prado Siqueira – 13 anos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Dia desses li mais um conto do Luis Fernando Veríssimo em sala de aula. Só que dessa vez o conto não tinha final! Foi uma confusão danada. Daí nasceu a idéia que se segue. Acompanhe:


“Os quarenta”, de Luis Fernando Verissimo

Um dia você recebe pelo correio a comunicação de que foi escolhido como um dos Quarenta. Só isso. Você é um dos Quarenta. Não há outras informações. Quarenta o quê? A comunicação não diz.
Você não liga. Deve ser propaganda. Depois certamente chegará um prospecto com ofertas para você, que é um homem de gosto apurado, um homem que, afinal, pertence ao exclusivo grupo dos Quarenta etc. Talvez seja uma coleção de livros ou uma linha de artigos de toalete, a preços especiais para 40 privilegiados como você.
Mas não. Durante muito tempo você não recebe mais nada. Até esquece do assunto. E um dia recebe pelo correio um cartão bem impresso, em relevo, com seu nome seguido da frase “Um dos Quarenta” e num canto o número 26.
Como o primeiro envelope, este não tem nem o nome nem o endereço do remetente. Aí você se dá conta de que também não há carimbo do correio. O envelope foi entregue diretamente na sua porta.
Você fica intrigado. Pergunta a amigos se eles sabem alguma coisa sobre os Quarenta.
- Quarenta o quê?
Você não sabe. Só sabe que é um deles. Ninguém jamais ouviu falar nos Quarenta. Ninguém das suas relações recebeu nada parecido. Você começa a fazer fantasias. Pertence a uma elite, mesmo que não saiba qual. As 40 pessoas mais… o quê? Não importa. Você é um dos 40 mais alguma coisa do Brasil. Ou será do mundo? Há algo que o distingue do resto da humanidade. Por quê, você não sabe. Quem o escolheu? Também não sabe. Mas não deixa de ser uma sensação boa se sentir um dos Quarenta. Nem todo mundo pode ser um dos Quarenta. Só 40.
Você começa a usar seu cartão dos Quarenta na carteira. Quem sabe? Um dia ele pode servir para alguma coisa.
- Você sabe com quem está falando? Sou um dos Quarenta.
Passam-se meses e chega outra informação. Haverá uma reunião dos Quarenta! Você deve aguardar informações sobre local, data, transporte, acomodações…
Sua curiosidade aumenta. Você finalmente vai conhecer a misteriosa irmandade à qual pertence. Quem serão os outros 39?
Mas as informações não chegam. Chega, um dia, um telegrama. Também sem nome ou endereço de remetente. O telegrama diz:
“NÃO VAH REUNIÃO QUARENTA PT EH ARMADILHA”.
É brincadeira. Agora você sabe que é brincadeira. Mas que brincadeira boba e cara, com telegramas, cartões em relevo…
No dia seguinte, toca o telefone. É noite, você está sozinho em casa, e toca o telefone. Você atende.
É uma voz engasgada. A voz de um homem agonizante.
- Fuja… – diz a voz, com muito esforço.
- O quê?
- Fuja! Eles estão nos eliminando, um a um…
- Que-quem são eles?
- Não interessa. Fuja enquanto é tempo!
- Mas eu…
- Não perca tempo! Eles me pegaram. Estou liquidado.
- Quem é você?
- O número 25…
Há um silêncio. Depois você ouve pelo fone o ruído borbulhante que faz o sangue quando sobe pela garganta de alguém. Você precisa saber uma coisa. Você grita:
- Quem somos nós?
Mas agora o silêncio do outro lado é completo.
E então você vê que estão tentando forçar a sua porta.

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Concurso:


O melhor final para o conto “OS QUARENTA”, de Luis Fernando Veríssimo.

Deixe seu voto através de um comentário. O final mais votado pelos leitores do VERSO LESTO será o ganhador do brinde da Editora Moderna, nossa parceira nesta promoção. O prêmio / livro será entregue na volta às aulas, em 02 de agosto. Até lá!


OS CONCORRENTES SÃO
:





MATHEUS ALI (8° ANO)

Seu coração dispara e você fica sem ar. Você pensa: eu sou o nº 26! Suas pernas ficam bambas e você não tem coragem de verificar a porta. Tudo é silêncio. Você fica confuso. E pensa: será que estou ouvindo coisas? Você ouve ruídos de madeira rangendo e, de repente, a porta abre-se violentamente. A turma grita:
--- FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dadas as devidas explicações, você fica sabendo que se trata de um trote de seus amigos, que viram nessa brincadeira cheia de mistérios a melhor maneira de comemorar seu aniversário de 26 anos.
Agora, diga-me: o que você faria com esses amigos malas-sem-alça?
Essa é para você continuar...

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PEDRO CARVALHO NASCIMENTO (8° ANO)

A porta continua a ser forçada pelo lado de fora e então você fica com sua adrenalina alta. O coração começa a bater mais forte, sua respiração fica ofegante, logo o barulho que vinha da porta para.
Você procura sua arma e se esconde. Neste instante, pula uma pessoa por atrás de você e tampa sua boca com um pano úmido e você desmaia.
No dia seguinte, acorda num barraco desabando e começa pensar no que aconteceu. “Onde eu estou?”, “Que lugar é esse?”. Então, surge uma pessoa e você pergunta:

- Onde eu estou?

O homem desconhecido não fala nada.Então, você continua a se perguntar o que aconteceu. Você acha um buraco e começa a planejar uma fuga. Quando chega a noite você executa o seu plano e quando está preste a fugir, uma pessoa coloca a mão no seu pé e começa a puxá-lo. Você vê o lugar em que estava e percebe como estava lotado de pessoas, como se estivessem se preparando para uma reunião. Você pergunta:

-Quem são vocês?

Então um homem de aparência mais velha responde:

-Somos “Os Quarenta”, uma sociedade que até então era secreta e na qual você acabou de entrar. Seu avô era o nosso líder.

Você pergunta:
-Somos uma sociedade de quê?

E de novo o homem velho responde:
- Você acabou de entrar e tem muito a aprender...

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MATHEUS RIBEIRO FERNANDES DE LEMOS (8° ANO):


Você fica assustado com alguém forçando a porta e vai ver, pelo olho mágico, quem é. É uma mulher com cabelos pretos e lisos, de pele pálida. Você tem a impressão que a conhece e abre a porta.
Quando atende, tem a certeza de quem ela é. É Lúcia, sua amiga, e ela parece triste. Você diz:
-Lúcia, você me assustou!O que aconteceu?Parece triste. Pode entrar.
Ela entra e fala:
-Precisamos conversar. O Vitor foi sequestrado, e tem mais...
-Como assim?
Ela continua:
-Você pertence a um clã chamado Raran. Eles querem que você volte e more com eles. Eles sequestraram o Vitor, porque eles sabem que vocês são amigos.
Você fala:
-Então, aquele homem que ligou era o Vitor. Vampiros são organizados em clãs?
-Alguns pertencem a um clã e outros não. Você está sendo perseguido. Se você não aceitar ser um deles, eles irão matar você.
Você fala:
-Eu não me lembro qual vampiro ou vampira me transformou. Quando eu percebi que tinha mudado, eu não fiz idéia de como aquilo aconteceu.
De repente, Lúcia dá um soco no seu rosto, você se desequilibra e cai. Lúcia grita:
-Podem aparecer!
A porta da cozinha abre e quatro pessoas entram. Você se levanta. Lúcia o empurra e você cai. Depois se levanta e fala:
-Eu não quero nada com vocês.
Lúcia lhe dá um soco na barriga e um chute nas pernas. Um homem careca aperta o seu pescoço. A mulher com cabelos castanhos fala:
-Fui eu que te transformei. Você morava em uma fazenda com sua esposa. Nós atacamos a sua fazenda. Matamos você e sua esposa. Nós espancamos você. Lúcia é sua esposa. ”Os quarenta” era uma armadilha.
Você dá um chute na perna do homem que aperta o seu pescoço e sai correndo. Acende uns fósforos e joga no chão. Acende o isqueiro e bota fogo nas cortinas. Pega o querosene e o álcool e derrama no fogo. Pega as chaves do seu carro e vai embora. Lúcia para na frente do seu carro e fala que te ama. Vocês vão embora, enquanto os três vampiros e a vampira viram cinzas.

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Para quem quiser assistir a um curta-metragem baseado neste conto, eis o link:

http://www.youtube.com/watch?v=cfefjqVgJTM

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Meu mundo, meu planeta



Um mundo meu, que podia ser de todos

Mundo com vida, natureza e cultura

Mundo de esperança, felicidade, imaginação

Mundo que não tem guerra,violência, poluição

Mundo que tem amizade, coragem e determinação

Infelizmente, o mundo em que vivo não é assim

Tem tanta tecnologia, mas não tem organização

Um mundo de lixo, pobreza, poluição

Mundo que tem fome, desrespeito, destruição

Mundo egoísta, preconceituoso, ganancioso

Mundo em que não há respeito com o cidadão

Eu quero um mundo diferente

Com sonhos, idéias, união

Um mundo em que possamos crescer, florescer, frutificar

Um mundo de mudanças, força, capacidade

Um mundo que tenha alimento, cultura, aprendizado

Um mundo ecológico, que possamos preservar

Um mundo de idéias, de responsabilidade e de consciência

Para que possamos ter um planeta de bons valores

Com muita solidariedade, criatividade e saber

Eu tenho fé que nosso planeta vai mudar para melhor

Será o planeta de transformação

O planeta do otimismo

O planeta da honestidade



Rafaela Prado Siqueira
Aluna do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Estava sentado no banco de um ônibus. Sentia-se só. Ouvia atentamente a música, como se fosse à única coisa que importasse naquele momento. Olhava a paisagem pela janela, sem perceber direito o que se passava lá fora. O mundo quase não o importava. Concentrava-se apenas no que pensava e no que conversava com o coração. Estava com fisionomia tristonha e desesperada. Fazia um apelo. O seu íntimo estava abalado. Dos seus olhos quase caía uma lágrima. Prendia o choro para ninguém perceber seu momento de agonia. Precisava de um abraço sincero.

Desabafava com Deus sobre o que o deixava inquieto. Não agüentava mais ser apenas suportado por outros, se sentia um fardo para as pessoas. Não sabia em quem confiar. Queria alguém que o amasse, não o tratasse com falsidade ou deboche. Ele se sentia diferente de todos. Não era bom para nada. Ninguém gostava dele pelo que era ou pelo que fazia. Sentia falta dos tempos da infância, dos amigos esquecidos pelo tempo, com os quais quase não tinha mais contato. Esses sim, ele podia confiar para o que desse e viesse. Eram as amizades eternas, aquelas do tipo que nem as águas podem apagar, nem o fogo queimar ou a mente esquecer. Agora ele chorava por esses amigos. Perguntava-se se eles estavam se sentindo como ele: sozinho em meio a multidão, sem um ombro de um amigo verdadeiro para se apoiar e desabafar. Ainda bem que ele tinha Deus. Nesse, sim, ele podia confiar.

A música foi um instrumento valioso naquela hora. O ajudou a se recuperar e olhar para frente novamente. O mundo não iria acabar naquele momento. A música, como sempre, é algo reanimador. O homem saiu dali mais forte. Percebeu que a vida é complicada e que um dia tudo aquilo acabaria e ele poderia descansar em paz. Paz, vida, descanso. O homem reflete. Paz só se alcança na morte? Em algum momento da vida não enfrentamos problemas? O homem só descansa no fim de seu trajeto na Terra? Aquele homem desceu do ônibus. E quando atravessava a estrada para ir para sua casa sofreu um acidente. Ferido e caído no chão pensava se chegara a sua hora. Se ele saberia o que é paz. Mas ouviu uma voz suave em seu ouvido que dizia: “Meu amor, não vou te deixar, lembre-se que sua família o ama, confie em mim”. Naquela hora ele encontrou a paz e pôde descansar. Sobreviveu nos braços de sua família. Encontrou um amor verdadeiro e eterno.


Harife
Aluno do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ

domingo, 4 de julho de 2010

Para começar muito bem este domingo de inverno...




O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)

Charles Spencer Chaplin
(Um dos maiores comediantes do cinema,cineasta e ator inglês, nasceu em 6 de abril de 1889 e faleceu em 25 de dezembro de 1977)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ela acreditava em anjos e, por acreditar, eles existiam.


A menina que tinha um brilho único nos olhos e um sorriso leve era sonhadora.Sonhava e nunca admitia o romance, a aventura e os dramas de seus sonhos.Sonhava e tinha vergonha de sonhar.Sonhava alto e, quando falava em voz alta sobre seus sonhos, logo desistia de compartilhar todos eles.
A menina que viveu a infância tão bem acompanhada e tão só.A menina de extremos, que sempre se julgou tão autossuficiente e tão dependente de tanta gente.
A menina que sempre se mostrava uma fortaleza, mas poucos sabiam que a bela fortaleza estava preste a desmoronar por dentro.Encontram-se apenas ruínas lá dentro, e são poucos os que conseguem entrar na fortaleza, onde o muro e as grades continuam intactas, belas e firmes.Lá dentro? Só há cacos e várias delas, se prendendo a lembranças, suposições e pensamentos.
Dessa fortaleza, vez ou outra, saem alguns desses cacos e transparecem nos atos, expressões e palavras dessa menina.
Esses cacos sempre a cortam quando saem e nunca vão embora de vez, a menina gosta de ter lembranças -boas e ruins -e faz aqueles cacos voltarem, pois se ela esquecê-los, não poderá imaginar uma forma diferente de ter feito tudo de novo.
A menina orgulha-se de ter esses cacos, pois só assim ela se vê no agora e gosta do que vê. "Com toda a certeza, se eu não tivesse vivido tudo isso, não seria o que tanto me orgulha", é o que sempre pensa.
E, às vezes, uma cruel dúvida aparece: “Será que eu devo me orgulhar mesmo de tudo isso?” E às vezes ela quer tanto ficar só. Às vezes é o que ela mais teme: a solidão.
A menina gosta de pensar, gosta de acreditar, gosta de seguir e de imitar as pessoas, elas sempre são engraçadas.
A curiosidade da menina sempre foi tamanha em relação às pessoas, são tão previsíveis e sempre parecem ser imprevisíveis.
Os olhos atentos, brilhantes e curiosos da menina sempre captaram com satisfação todos os movimentos daqueles que a fazem bem, geralmente todos os que ela gosta tem movimentos tão sublimes, contínuos e bem elaborados.
Ela não sabe se é isso mesmo ou se ela imagina junto com o que vê.
O mundo da menina são dois. A imaginação e o real. Ela nunca conseguiu diferenciar muito bem os dois e faz questão de misturá-los sempre que pode.
A menina sempre amou, sempre foi amada.
Ela acreditava no amor incondicional, e amou a todos. Incondicionalmente.
Ela acreditava mesmo nos anjos e muitos deles cruzaram seu caminho.
Ela existiu, existe e sempre existirá.
Seus anjos também.


Marcella Marques -14 anos .
Aluna do 9° ano do Ensino Fundamental ll
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Quem somos?

Somos muitos!

Somos diferentes!

Somos gente!

Somos pessoas diferentes!

Somos amigos!

Somos irmãos !

Irmãos do peito!

Cada um tem seu jeito!

Jeitos todos temos!

Jeitos divertidos!

Jeitos parecidos!

Jeitos diferentes

Somos únicos

Somos nós mesmos

Somos meninos e meninas.


Rafaela Prado Siqueira
Aluna do 8° ano do Ensino Fundamental
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
OMUNDO

G

I

R

A

ETUDO

ADUM

DE

RAGUL


Rafaela Prado Siqueira
Aluna do 8° ano do Ensino Fundamental
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Vamos fugir?

Amor,vamos fugir deste lugar,
Vamos viver sem limites ou regras.
Vamos viver só eu e você?
Vamos ver a outra metade do mundo?
A metade da alegria, da paz e da paixão?
Vem comigo viver esse conto de fada, só eu e você.
Vamos ser felizes?
É só você dizer sim, que te levo para esse mundo,
Onde todos são felizes.

Lucas Monteiro Diniz
Alunodo 8° ano do Ensino Fundamental
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Amigas

Sempre temos amigas.
Difícil é decidir qual amizade é verdadeira.
Podemos dizer que é a que chamamos
De mlhor amiga.
Mas quando isso é verdade?
A gente descobre isso com os pequenos gestos
E palavras de carinho, de amizade e conselhos.
Podemos descobrir também quando estamos tristes
Ou com alguma dificuldade.
Aquela que você fala “quero ficar sozinha” e ela fica ao seu lado,
Às vezes, sem falar absolutamente nada, mas te apóia.
Quando você pensa em desistir de alguma coisa
Ela sempre está lá para dizer que você pode continuar e te ajuda a caminhar.
Com esses e outros pequenos gestos descobrimos quem são
As nossas melhores amigas
E em quem podemos confiar.
Minha melhor amiga
Sempre estarei com você,
Seja qual for a distância e o tempo
Estaremos juntas em pensamento.

Rafaela Prado Siqueira
Aluna do 8° ano do Ensino Fundamental
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ

domingo, 27 de junho de 2010

Muito tempo atrás eu vi uma menina, de cara a ignorei.
Não sei por que, mas com o passar do tempo, ela foi conquistando um espaço no meu coração. Pensei comigo: por que não me juntar a ela?
Esta menina fazia de tudo para me ter como melhor amigo ou amigo.
O tempo passou, nós nos afastamos. Será que foi o destino?
Um dia reencontrei ela no msn e vi que esta menina ainda era a mesma , simpática e tudo mais. Pensei muito. Será que fiz a coisa certa antes? Sei que não fiz, porque ela é muito especial pra mim agora. Porém, sempre falo: não julgue as pessoas pela aparência. Às vezes elas podem ser suas melhores amigas ou suas namoradas.
É assim que conheci essa menina que se chama Victoria. A menina do tempo que roubou meu coração e fez bom uso dele.


Lucas Monteiro Diniz
Mudanças em uma criança
Virando adulto

O novo descobrir
Os novos porquês

Novos sentimentos
Novo corpo
Nova alma

O que aconteceu com aquele (a) criança?
Onde está?
Para onde foi?

Para o fundo da alma
Onde encontraremos abrigo
Em meio a um mundo corrompido
Com um pensamento inocente, seremos crianças

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Retrato dela

Ela
Minha futura esposa
E mãe de meus filhos.
Uma mulher super especial.
Olhos castanhos, sorriso alegre, cabelo ondulado,
longos e castanhos, alta, branca, e muitas outras características
que palavras não podem expressar.
Linda, inteligente, agradável, alegre, tímida, risonha,
talvez um pouco emo,
mas será meu futuro muito mais-que-perfeito.
A mulher de minha vida, super especial para mim,
K...(leal), meu futuro, minha vida.




Matheus Leal
Aluno mdo 8° ano do Ensino Fundamental
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Aos Pedaços

Sabe, existem coisas no mundo pela qual se vale apena lutar.
Como por uma amizade, por exemplo.
Ás vezes passamos por fases turbulentas e complicadas,
Mas aos poucos superamos, ou não?
É meio díficil para mim acreditar que não vale apena lutar
Afinal, por mais magoados que estejamos, continuamos a amar.
E se, talvez, a razão pra toda essa turbulência
For uma palavra que dissemos?
Não sei, talvez, pode ser...
Mas a questão é: por que não tentar de novo?
Não quer desistir? Então recomece!
Faça da sua antiga amizade uma nova.
Só pelos velhos tempos...

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Como?

Como pode uma pessoa, de um modo tão inofensivo,
Fazer você estremecer inconcientemente?
Como um nome pode atormentá-lo a ponto de não deixá-lo dormir,
Pois você tem medo de sonhar, se iludir de forma tão doce,
Para depois descobrir que tudo não passou de uma doce ilusão
Por parte da sua fértil imaginação.
Como um simples perfume pode enebriar sua mente
E enfraquecer o resto dos seus sentidos?
Como um simples toque, como um leve roçar de mãos,
Pode fazer você se sentir no melhor estado possível?
Como um simples olhar pode se tornar tão perfeito
Ao ao ponto de te fazer sentir-se mais leve?
Como pode uma pessoa amar a outra desesperadamente
Sem nem cogitar a possibilidade de contar a seu amado
O que sente, por puro medo do que pode acontecer depois?
É realmente muito complicado tentar entender
A cabeça de um mero humano quando este se vê apaixonado.

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Verdade

Eu sei que a verdade é necessária,

Mas ela machuca.

Ela põe para fora todas as mágoas,

Mas também faz você sentir

Todas as dores de modo inconfundível e pouco remediável.


Juliana Andrade Leite Alves
Aluna do 8° ano do Ensino Fundamental
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Arte de combinar os sons



A grande dádiva

da vida.

A arte de combinar os sons.

A forma mais linda

de expressar os sentimentos.



A música emociona

E toca o íntimo do ser humano.

Às vezes é uma resposta

Indispensável para a vida.



Combina-se com a alma

E produz o belo.

Música é comunicação.



Na melodia é simples e pura.

Quando se harmoniza

É exuberante e inspiradora.



É algo inexplicavelmente lindo.

Música é a arte mais perfeita

do universo.

A música é onipresente.

A música é onipotente.

A música não é Deus.

Mas tenho certeza

Que é algo divino.


Com o tempo

Foi organizada.

Seu ritmo foi escrito.

A partitura surgiu.

Semibreves, mínimas,

Semínimas, colcheias,

Semicolcheias, fusas

E semifusas.

Depois que a música

Foi registrada no papel

Mais difícil foi esquecê-la.



Música,

Diversidade.

Universal, religiosa,

Profana, clássica.

Música é variedade.



Cuidado ao usá-la,

Pois ela é um bem comum.

A música tem por objetivo

Expressar os sentimentos do homem

E não ridicularizá-lo.



Música,

a grande arte de combinar os sentimentos

e expressá-los

por meio

dos sons.


Harife Huri Eugênio da Silva, 13 anos.
Aluno do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Outros Carnavais


Desculpe se não paro de pensar em você
É que a nuvem sempre fica mais densa
E a saudade, mais intensa
Pouco antes de chover.
Perdoe-me se não esqueço do seu cheiro
É que a Lagoa sempre fica mais escura
E a distância do seu cais tanto perdura...
Só contigo eu fico inteiro.
Venha me visitar no subúrbio
Vou falar palavras de amor,
Como num murmúrio...
Você será minha senhora
Eu serei o seu senhor,
Seremos Vênus e Mercúrio.
Cruze a cidade devagar e decididamente,
Meu bairro será a sua ilha, sua Grécia
Eu, um Homero fragmentado e insistente
Tecendo a Ilíada de nossas peripécias
E sussurrando seu nome entre os dentes.
Desculpe-me se confundo a mitologia
Mas construo a poesia
Para perpetuar minha memória
Palavra por palavra, dia-a-dia
Construindo nossa história.
Perdoe-me se esqueço as regras gramaticais
Ou se não sou muito bom historiador
É que venho lá do fundo dos quintais
E só sei cantar o nosso amor.
No subúrbio é sempre assim,
As histórias vêm de outros carnavais
Lá, o pouco com Deus é muito,
Mas com você é muito mais.

(Augusto Dias)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Não sei o porquê,
Mas quando estou longe de você
Eu sinto insegurança e medo.
Penso: por que fico assim?
É porque eu sei que,
Quando estou perto de você,
Posso sentir você,
Me encostar em você.
Poder encostar nossos lábios,
Poder te abraçar,
Isso me dá segurança.
Poder ficar perto de você
É tudo que sempre quis
Quando tive medo.
Longe de você, não sou nada.
Quando não estou perto de você
Fico pensando em você ao meu lado
E quando você está ao meu lado
Me sinto seguro,
Posso fazer qualquer coisa,
Pois sei que se fizer
Algo de errado,
Poderei virar para o lado
E te abraçar.


(Para Karine da Cunha Teixeira)


Lucas Monteiro Diniz - 13 anos.
Aluno do 8º Ano
Colégio Nossa Senhora da paz
São Gonçalo – RJ
Lágrima

Dos cantos saía
e com lentidão se enchia.
Num piscar de olhos,
caía.

Lágrima é feita de água.
Lágrima é o desabafo da alma.
Lágrima é pura como o coração de uma criança.
Lágrima é uma declaração de amor.
Lágrima é um adeus.
Lágrima é emoção.
Lágrima é sentimento.
Lágrima é um apelo.
Lágrima é um pedido de socorro.
Lágrima é um jeito de escapar de si mesmo.
Lágrima é medo.

Será que esse é o verdadeiro trajeto da lágrima?
Será que ela representa tudo isso?
A lágrima é a verdadeira expressão de sinceridade.
Lágrima é falar sem palavras.

Nasce nos espelhos da alma.
É uma grande emoção
Que vem do coração.
Reflete o íntimo do ser humano.
Revela a verdade dos sentimentos.


Harife, Adriana, Alessandra e Rafaela.
Alunos do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da paz
São Gonçalo – RJ

Significado do Amor


O que podemos fazer quando estamos amando?
Amor, palavra tão pequena, mas com significado enorme.
Amor, sensação maravilhosa e ao mesmo tempo embaraçosa,
Que não sabemos explicar.
Existem vários tipos de amor:
O de mãe (que, não importa o que você faça, nunca acaba),
O de um pai com seu filho,
Amor entre amigos, amor de namorados,
Entre todos estes, tem aquele amor que só o coração sente
E que tentamos esconder.
Amor, sensação que não podemos parar de sentir
(Ou então mandá-lo esperar um pouco),
Nem podemos obrigar ninguém a nos amar,
Pois o amor é um sentimento que se constrói
Com o tempo,
Com a convivência,
Com respeito
E com... amor .

Rafaela Prado Siqueira
Aluna do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da paz
São Gonçalo – RJ
Por respostas

A que ponto chegamos?
Que caráter temos?
Quem somos?
Que respeito temos?
Quais são suas escolhas?
São boas?

Por que fazem isso?
Não interfiram
Por favor, parem
Por favor, não matem
Não assustem
Mudo
Lágrimas no silêncio das perguntas


Luisa Harduim
Aluna do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo – RJ
AUTORRETRATO

Apresento-me sendo "EU"
Matheus Amaral Leal
Ou Matheus Amaral
Prefiro Matheus Leal

Chato para alguns
Legal para outros
Engraçado talvez
Lindo sempre

Meio alto,meio magro
Bem branco,olhos azuis
Lindo,inteligente
Acho-me atraente

Adoro matemática
Um pouco da gramática
Não de história, nem geografia
Sim biologia

Sonho em ser medico
Neurologista talvez
Ou biólogo de insetos
Qual deles?Não sei

Terei família
Casarei com "ELA"
Serei pai de gêmeos
pelo menos em minha sonhadela)

Morrerei tarde, bem velho
De morte natural
Esse sou eu
Ou serei eu
Com meu retrato ideal.


Matheus Leal
Aluno do 8° ano
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo – RJ

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O vôo do Pensador

Um olhar concentrado,
Preocupado, penetrado
Num mundo que poucos
Tem a oportunidade de conhecer.

Idéias boas? Talvez.
Ou serão idéias inovadoras?
Será que lá nós podemos voar?
Talvez o pensador possa responder.

Eu quero ir,
Quero descobrir.
Quero saber se voar é bom.

Falta coragem.
Tenho medo.
Estou preso nesse mundo.
Se eu sair talvez não voltarei mais.
E outra coisa: eu não sei como sair.
Será que o pensador está procurando por uma saída?
Se ele tivesse asas poderia ser livre,
Ou ele já é?

Quero estar onde ele está.
Mas como?
Não faço idéia.
Quero voar. Voarei.
Determinei.

O que é isso?
Que lugar é esse?
Porque estou aqui em cima?
E quem está me segurando?

Olhei para cima e vi.
Era o pensador.
Ele tem asas.
Sim, ele tem asas.
Ele está livre.
E eu também.

Agora estou solto no ar.
Em queda livre.
Agora estou voando.
Tenho asas.

Avisto um lugar de paz,
Um lugar sem dor,
Onde só os pensadores,
Os libertos, os voadores
Podem estar.

Mas no final
Abro os olhos
Aqui estou eu de novo.
Mas estou preparado.
Sei que posso voar.


Harife Huri Eugênio da Silva, 13 anos
Aluno do 8°ano do Ensino Fundamental ll
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
O amor

O amor
É quando você ama uma pessoa até o fim.

Com o amor, às vezes você poderá até sofrer,
Porque
Ele não é uma coisa passageira
Como o tempo,
Mas sim uma coisa que você sempre lembrará,
Nunca passará.

Como se fosse uma parte de você,
Que não pode ser retirada de você,
Como sua sabedoria.


Lucas Monteiro Diniz
Aluno do 8º ano do Ensino Fundamental ll
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ
Meu amor, que está com você, é muito grande
Quero deixá-lo com você para sempre
Porque a minha vida está na sua mente
Que eu deixei para nunca ser esquecido

Esse amor infinito
Que deixei contigo
Nunca vai se esquecer
Que a vida que tenho
Dedico a você

A vida que tive contigo
Vai ser perfeita para sempre
Porque nunca vai sair da nossa mente
Não vou deixá-la perecer
Pois você é tudo que tenho
E não vou deixá-la morrer.

João Paulo Soares
Aluno do 8° ano do ensino Fundamental ll
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo - RJ

ADOLESCÊNCIA

Quando você é criança quer brincar
De bola,
De carrinho,
De boneca
e
Bolinha de gude.
Com o tempo você vê que aquelas brincadeiras
Eram muito infantis.

Agora, quando você chega na fase jovem
Quer mais é se divertir
Conhecer pessoas legais,
Diferentes,
Interessantes
e
Se apaixonar!

A paixão na adolescência é a melhor coisa que acontece
Você se sente uma pessoa feliz,
Querida
e
Amada por outra pessoa.

Alguns têm vergonha de expressar esses sentimentos...

Solte o que está dentro de você!

Ser adolescente
É muito bom!
É só saber viver
O que há de bom na vida!


Ricardo Pacheco.
Aluno do 8º Ano do ensino Fundamental ll.
Colégio Nossa Senhora Da Paz
São Gonçalo - RJ
DESTINATÁRIO

Perco meus princípios,
meus meios de raciocínio,
não penso em outra coisa.
Você está me deixando louca.
Me perco em pensamentos desconexos, sem sentido
E, entre eles, somente um fator em comum: você.
Entre todos meus problemas, está você.
Em todos os momentos felizes está você.
Mas, por que?
Caí em um buraco sem fundo e me sinto péssima.
Sem forças para levantar, sem esperança de lutar.
Desisti de continuar,
mas devo confessar:
que perfeita experiência é amar...
Só é ruim quando acaba.


Juliana Andrade
Aluna do 8°ano do Ensino Fundamental ll
Colégio Nossa Senhora da Paz
São Gonçalo – RJ

sábado, 19 de junho de 2010

Como se chama um poema?
(Augusto Dias)


Escrevo para desaparecer
Sob as frestas
Da floresta insone;
Através do labirinto
Pop-cultural
Onde, mais que a obra,
O que sobra
(E se pretende imortal)
É o nome.
Escrevo sobre a folha, poemas:
Papel e caneta
Matam minha fome.
Os fonemas
São amigos argutos,
Vestidos de onomatopéias:
Não são Césares
Ou Brutus,
Nem heróis de falsas odisséias.
Escrevo para o mundo real
Uma fábula sem importância:
Quero desafiar, desmontar o banal
Dessa gente fake
E sem substância.
Escrevo
Para quebrar
O espelho vazio,
Esse frágil
“Liame com o mundo”.
Às vezes
Sou como cão no cio;
Minha poesia é a dama
Beijando o vagabundo.
O poema me chama
Mas, como se chama
O poema?

Nesse teorema
Não quero luzes
Nem cruzes
Na batalha da escrita:
Que ninguém tema
Minha certeira bala,
Atingindo outra alma aflita.
O poema grita
Quando alguém o cala,
E fala alto
Quando se irrita.
Reflita:
Escrevo
Para ”suscitar liberdades”;
Nada que digo
Cabe em mim
E nunca sei
Se há mentira ou verdade
Tranqüilidade ou perigo
No começo do meu fim.
Escrevo para atravessar
A linha tênue
Que separa
O espetáculo
Do espetacular.
Palavra por palavra
O poema é receptáculo
Daquilo que quero falar.
Tento especular,
Mas diante
Da linha do tempo,
Lentamente
Minha poesia dá ré,
Até
Ré - começar.
Acho que na sociedade atual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objetivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objetivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.

José Saramago
; in:Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008
José de Sousa Saramago foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prêmio Camões, o mais importante na literatura da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. O escritor morreu na sexta-feira (18/07/2010), por volta das 8h (horário de Brasília), em casa, onde houve o primeiro velório, na biblioteca, entre seus próprios livros.Sua voz nos fará falta, mas continuará a ecoar através de sua obra.

José Saramago (1922-2010)

Bibliografia sugerida:

"Os Poemas Possíveis"
(Poesia) 1966

"Levantado do Chão"
(Romance) 1980

"Memorial do Convento"
(Romance) 1982

"O Ano da Morte de Ricardo Reis"
(Romance) 1986

"A Jangada de Pedra"
(Romance) 1986

"História do Cerco de Lisboa"
(Romance) 1989

"O Evangelho Segundo Jesus Cristo"
(Romance) 1991

"Ensaio Sobre a Cegueira"
(Romance) 1995

"Todos os Nomes"
(Romance) 1997

"A Caverna"
(Romance) 2000

"Ensaio Sobre a Lucidez"
(Romance) 2004

"Poesia Completa"
(Poesia) 2005

"As Intermitências da Morte"
(Romance) 2005

"Caim"
(Romance) 2009

(Bibliografia retirada do site oficial da Fundação José Saramago )

quinta-feira, 17 de junho de 2010



Casa da Palavra
(Augusto Dias)



Nos meus jardins sintáticos,
Atrás de fonemas em flor,
Guardo um verbo jurássico
Que os antigos chamavam amor.
Minha vida,
Elipse proposital.
Minha voz,
Dissipa-se num tempo verbal.
Sou anáfora,
Pleonasmo,
Encontro consonantal,
Metáfora de um espasmo
Surgindo de outras figuras,
Perdido na estrutura
Da teoria gramatical.
Sujeito ora passivo,
Ora inexistente,
Sou feito desse verbo cativo
Pretérito, futuro e presente.
Lingüista de meia pataca,
Detesto polainas babacas.
Sou paradigma de um verbo regular:
Parto, canto
E ainda me encanto
Com vários modos de amar.
Minha história é descritiva
Ou normativa,
Por vezes instintiva
Como gramáticas geral
E comparada.
Não tente ser minha amada
Se só me lê a capa.
Estude-me concentrada
E vai ter o queijo e a faca.
Desista de decorar minha estilística
E, muito menos, minha retórica.
A prática é sempre melhor
Do que a leitura teórica.
Entre nos meus jardins sintáticos,
Sou um ser paradigmático
Que bate,
Que cura,
Que sara.
Meu intelecto é uma fissura
Que adquire formas raras.
Esta é minha casa,
Morada da palavra.
Sou o seu senhor
E faço dela a minha escrava.
Se erro na concordância
Ou em qualquer circunstância
A língua me bate na cara.
Perdoe minha ignorância,
Mas não sou nenhum
Doutor Bechara.
Sei para que estou aqui
E para que nós todos viemos,
Agora a gente já vamos
Pois, conosco, ninguém podemos.

Que sejam bem vindos os que trazem poemas

Em seus peitos
Adormecem sonhos e silêncios.
À seu modo, do seu jeito
Dias melhores anunciam
Amores insuspeitos
Entre suspiros plenos.

Evoé
Para todo aquele que vier
Trazendo poemas esparramados no olhar.

Dizer o poema é tarefa mista,
Ao mesmo tempo sagrada e profana
É quase uma coisa mística,
Para uns, normal
Para outros, insana...

Ouvi-los não é para qualquer um,
Embora quaisquer uns de seus poemas possam tocar-nos...

Com lirismo no pensamento
O mensageiro da poesia
Cruza a noite nessa estranha missão:
Faz dela seu testamento
E, deste, sua profissão.

Saúdo aos que escrevem, lêem, dizem poemas.

Abram alas
Para esses poetas mestres-salas,
Eles dançam dentro do compasso
E avisam:
“Façam como eu digo,
Mas também façam como eu faço”.

Ave àqueles que escrevem seus primeiros poemas
E o mostram ao mundo
Pois, ao fazê-lo,
Abrem uma porta que guarda toda sensibilidade
Dessa literária habilidade de ser fecundo.

Aleluia aos que lêem pelo menos um poema por semana,
Em qualquer língua, qualquer idioma,
Pois neles
Refaz-se a esperança do poema e sua trama.

Ode àqueles que dizem poesia,
Eles trazem a luz que reduz
E expulsa os problemas;
Seu fôlego há de ser abençoado
E seu caminho eternamente traçado
Pelos mais lindos poemas.

Que sejam bem vindos
(Tão lindos!)
Os que trazem poemas...

Augusto Dias

Eu Exijo Um Poema

Eu Exijo Um Poema


Que seja tenaz e mostre a força do meu sentimento,

Que seja capaz de corar as moças do meu tempo.

Eu exijo um poema feito de madrugada

Que reflita o amor nos olhos de minha amada

Que seja poesia na sua forma mais pura

E não admita qualquer ranço de amargura.

Eu exijo um poema onde meus amigos se reconheçam

E que as palavras, indomáveis, não me obedeçam

E falem de minha alma muito pouco casta

E digam que um só amor é o que me basta

Eu exijo um poema a todos endereçado

E que voltando ao velho tema, não me deixe embaraçado

Ao descrever todo o medo que existe em meu ofício

Pra ninguém perceber que persiste o antigo vício

De querer sempre amar o que não posso atingir

E escrever sempre é mais fácil do que sentir.

Eu exijo um poema que me deixe nu em pêlo

Que seja meu norte, mesmo que eu não possa vê-lo

E, se por acaso, me perder nos descaminhos desta vida

Ele me traga de volta para casa

Numa viagem pouco sofrida

Para que eu possa recomeçar tudo do zero

E mostrar para a mulher que amo tudo o que quero.

Eu exijo um poema que seja uma porta mágica

Por onde nunca entre qualquer notícia trágica

E que comemore meu aniversário todo dia

E que colabore para que eu não seja adversário

De minha própria poesia.

Eu exijo um poema sem começo, meio ou fim

E que sobreviva sem tropeços, mesmo sem mim

E que seja minha assinatura, minha digital

Minha caricatura, meu ideal

Que é exigir do poema, quando este chegar ao final

Que ele não exija nem peça mais nada

A esse pobre poeta mortal.


(Augusto Dias)